Em 15 junho de 2017 / 20:00h - 23:00h
Show de Lançamento do CD - Valfrido Santiago e Arreboque

 

Recife,é a tua vez!

Valfrido Santiago & Arreboque apresenta a música contemporânea da Mata Norte


Vamos celebrar o nosso disco numa noite ao lado dos amigos e parceiros com música, energias positivas e muita festa!
Teremos os convidados: Juliano Holanda, Mayra Clara e Wilfred Gadêlha.

Será no Teatro Hermilo Borba Filho no dia 15/06 às 20 Hrs.
Os ingressos serão vendidos na bilheteria do Teatro no dia.

Só falta você confirmar presença e se juntar conosco.

 

Lançamento do disco será nesta quinta-feira (15), às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho.
 
 
Representante da música goianense há mais de três décadas, o ex-integrante das bandas Trophas e Amoenda, Valfrido Santiago lança o primeiro registro de seu novo projeto autoral: "Valfrido Santiago & Arreboque". Acompanhado de uma nova geração de músicos, fomentada por uma cadeia produtiva cada vez mais efervescente e autossustentável, Valfrido Santiago apresenta a música contemporânea da Zona da Mata Norte de Pernamubuco, com sotaque e identidade própria. O show, no Teatro Hermilo Borba, conta com participações de Juliano Holanda, Mayra Clara e Wilfred Gadêlha. Os ingressos serão vendidos na bilheteria do teatro no dia a R$ 20.
 
Deixando para trás a imagem folclórica da música tradicional, as canções trazem uma visão contemporânea da vivência em uma região cada vez mais urbanizada, mas que ainda mantém o seu caráter bucólico e afetivamente histórico. As referências à cultura popular e a musicalidade nordestina estão ali, mais discretas, como uma viola dinâmica no blues ou o triângulo marcando o tempo no reggae, e no próprio sotaque característico de Valfrido. Um conjunto que garante uma identidade própria ao trabalho, em que fica fácil reconhecer a marca pernambucana.
 

Com 11 faixas, o álbum traz um apurado de duas gerações musicais e de dois momentos distintos na carreira do autor, contando algumas canções antigas que estavam "na gaveta", esperando para ganhar vida com novos arranjos, e diversas faixas inéditas. Entre as parcerias do trabalho estão o jornalista Zé Torres (Nota de falecimento e Cinza-talvez), Sebastiana de Lourdes (Contramão), Luziano Jardim (Caminhos que você me leva), Samira Oliveira (Seu lar), Philippe Wollney (Saudade e O que me falta beber). De todas as faixas do disco, apenas a última não é de autoria ou parceria de Valfrido: Sobre acordes e abraços, uma bossa assinada e cantada por Izaias Neto, que acompanha Valfrido no contrabaixo.
 
Além de cantar, Valfrido toca guitarra e é acompanhado pela banda Arreboque: Izaias Neto (contrabaixo), João Paulo Rosa (percussão) e Samira Oliveira (bateria), em uma formação que está junta há pouco mais de um ano. O registro conta ainda com a participação de Adelmo Arcoverde, tocando viola dinâmica na música que abre o trabalho "Malunguinho"; Felipe Barnabé, João Sopa, Mônica Maria e Ana Emília nos acompanhamentos vocais em diversas canções.  
 
Segundo ele, o registro "Valfrido Santiago e Arreboque" é resultado de uma sucessão de acontecimentos felizes, que aconteceram de forma natural após a junção do grupo. "Tudo foi contribuindo para a criação desse CD: foram aparecendo as parcerias, as músicas, os arranjos e, por fim, a vontade de gravar algo do que está acontecendo neste momento", comenta Valfrido. Entre esses encontros, uma conversa com Alison Santos, diretor do Batuki Studio, de Carpina, que já conhecia algumas canções de Valfrido de outros tempos, surgiu a proposta para o registro: "Quando disse pra ele o que tava rolando, ele disse de pronto 'vamos gravar'".
 
As gravações ocorreram entre outubro e novembro do último ano, no Batuki. "Na verdade o disco, para mim, é um grande presente de todos. Por esse motivo, gosto de enfatizar o momento e a participação de te todo mundo. Principalmente por estar nessa história de fazer música há tanto tempo, eu tenho uma outra visão sobre o trabalho. Há alguns anos atrás esse CD seria impossível acontecer", pondera Valfrido.
 
O músico relembra que sua banda de estreia, a Trophas, foi uma das pioneiras na região a investir em um repertório autoral ou que privilegiasse músicas de compositores locais, nos anos 1980. Ideal que foi continuado pelo projeto seguinte, a Amoenda. "Muitos dos músicos mais novos, que fazem parte dessa articulação atual, têm essas bandas como um referencial da produção independente na Zona da Mata", comenta.
 
"Eu estou entre os primeiros, ao lado de outros de minha geração, que tentaram criar uma parceria entre os diversos grupos da região. Mas isso tava meio adormecido, até o surgimento dessa articulação mais jovem que está acontecendo neste momento", lembra. A sua participação de forma mais efetiva neste novo momento cultural teve início quando ele foi convidado para participar de um evento que reuniu velhos e novos compositores da região para debater sobre o processo criativo: "Eu acabei não participando do evento, mas a ponte já estava feita".
 
Serviço:
Show de lançamento do disco Valfrido Santiago e Arreboque
Quinta-feira,15 de junho, às 20h
Teatro Hermilo Borba Filho -  R. do Apólo, 121

R$ 20 (ingressos na bilheteria do teatro)
Informações: 3355.3320
 
NOVAS SONORIDADES NA MATA NORTE
O surgimento de bandas como Valfrido Santiago e Arreboque, Vênus em Fúria, Prisma Orbe, The Blue Tomato, Lucas Torres, Ticuqueiros, Dieux e Zé Urbano, aliado a um conjunto de produtores locais engajados, designers, estúdios de gravação, coletivos, festivais e casa de shows estruturam uma elaborada cadeia produtiva cada vez mais ativa e autossustentável na efervescente região da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Uma nova música que é produzida, divulgada e consumida na Mata Norte.
 
Representantes de cidades vizinhas como Nazaré da Mata, Carpina, Timbaúba, Tracunhaém, Buenos Aires, Condado, Aliança e ​​Goiana se reúnem para, além de trocar informações entre si, estabelecer um circuito cada vez mais forte e fomentar a produção musical independente de gêneros diversos, indo do tradicional maracatu rural até bandas que exploram ritmos como o punk rock, o heavy metal e o blues. E, devido a localização estratégica na divisa entre os estados de Pernambuco e Paraíba, tangenciada pela BR 101, ficando a apenas 62 km do Recife e 51 km de João Pessoa, e sua importância cultural e histórica na região da Mata Norte, Goiana acaba se tornando um centro de encontros catalisador deste novo cenário musical.
 
Cantora e baterista de diversas bandas como Valfrido Santiago e Arreboque e Vênus em Fúria, Samira Oliveira explica que esta é uma cena cada vez mais emergente que se configura nos arredores da cidade histórica. "Valfrido é de Goiana, mas ensaia em Nazaré da Mata; já a Prisma Orbe utiliza a sede da tradicional Banda Musical Saboeira de Goiana para as reuniões. As demais bandas se espalham pelas casas de integrantes em Goiana", exemplifica. Outro importante reduto cultural da cidade chegou a abrigar treinos, reuniões e apresentações das bandas: o Cine-Teatro Polytheama, histórico equipamento construído em 1914 e localizado bem no centro do município.
 
E toda esta movimentação acontece em torno de um dos lugares mais inusitados possíveis, mas não pouco coerente: a loja de xerox da cidade. Capitaneada pela quase folclórica figura do "mago da xerox", como é conhecido o músico Luziano Jardim. Vocalista na banda de rock e blues Prisma Orbe, ele divide seu tempo como atendente e operador de fotocopiadora, a conhecida "xerox", e elo de união entre as bandas e produtores desta nova música pernambucana. É em torno dele e da Xerox Líder que orbitam todas as bandas da região. O local se tornou uma espécie de escritório e ponto de encontro para discutir os projetos, compartilhar músicas e marcar shows.
 
"Chega a ser até engraçado porque ninguém imagina uma xerox como um local de encontro para bandas. Mas, até mesmo por ser um local central e que todo mundo tem que ir, acabou se tornando o ponto de encontro das bandas em Goiana. É não só das bandas, mas dos artistas da cidade. É lá que as pessoas se encontram para discutir sobre a vida cultural da cidade, ouvir música e marcar enventos", comenta Valfrido. A Xerox acaba funcionando também como uma espécie de ponto de disseminação dos trabalhos produzidos, que são compartilhados pelo "mago da xerox", Luziano, que sempre coloca as gravações das bandas da região para tocar durante o expediente e divulga os cartazes dos eventos.
 
Para gravações, as bandas costumam desaguar na cidade vizinha de Carpina, utilizando a estrutura do Batuki Studio. E, para montar um circuito de apresentações, casas de shows e espaços como o Revoltosa (Nazaré), Club Pop Rock Underground (Carpina), o Templo Pub (Goiana) e Sodoma (Goiana) abrem as portas para a música local. O caldo é reforçado por festivais como o Da Boca da Mata, organizado pelo músico João Paulo Rosa (Ticuqueiros e Valfrido Santiago e Arreboque), que já soma três edições em Nazaré da Mata; além do icônico Tipoia Festival, do baterista Sid3, que este ano chega a 17ª edição na cidade de Tracunhaém.
 
"Além disso, é muito comum a galera se juntar para fazer ensaios abertos e pequenas jam sessions", destaca Samira Oliveira, baterista da banda Arreboque. O surgimento de movimentos como o Coletivo Útero, que tem como objetivo estimular a utilização de espaços públicos pelos agentes culturais, também reforça essa proposta de união pela música indepente e autoral na região.
 

 

 

 

 

 

 

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Teatro Hermilo Borba Filho Rua do Apolo, 121, 50030-220 Recife